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Dr. Itiro Shirakawa e Dr. Ary Gadelha discutem esquizofrenia, suas perspectivas e tratamentos


Grave transtorno psiquiátrico, a esquizofrenia já foi um dos símbolos mais fortes da psiquiatria. Ainda hoje, é considerada um grande desafio clínico e científico, associado a diversos fatores etiológicos, bioquímicos e psicossociais.

"A esquizofrenia é uma doença que ocorre em 1% da população e começa, em geral, no final da adolescência ou no adulto jovem, em função de causas genéticas e fatores estressantes". É o que afirma o Prof. Dr. Itiro Shirakawa, vice-presidente da ABP (2010-2016) e professor titular da Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP, um dos maiores nomes do estudo da esquizofrenia no Brasil.

Para o Dr. Shirakawa, este transtorno "continua sendo uma patologia desafiadora em psiquiatria e o principal desafio é o prognóstico, isto é, dar ao paciente uma condição de vida próxima ao 'normal'".


O tratamento considerado fundamental para a esquizofrenia é a terapia medicamentosa. Outras iniciativas terapêuticas com foco psicossocial, a exemplo da Terapia Cognitivo-Comportamental, acompanhante terapêutico ou Terapia Ocupacional constituem importantes coadjuvantes na recuperação do paciente.


Dentro do aspecto prognóstico, o Prof. Dr. Ary Gadelha, também do Departamento de Psiquiatria da UNIFESP, explica que a neurobiologia é uma das áreas mais dinâmicas da pesquisa em psiquiatria. É nela que se concentram grandes investimentos na pesquisa de novos tratamentos.


"A maior parte das pessoas com esquizofrenia ainda enfrenta grandes dificuldades para retomar o seu funcionamento", conta, acrescentando que existem inúmeras áreas que contam com inovações a serem discutidas. O Dr. Gadelha destaca "a recente redefinição dos critérios para o diagnóstico da esquizofrenia resistente ao tratamento por meio de um consenso internacional".


Para ambos os psiquiatras, o manejo da comorbidade entre esquizofrenia e o uso de substâncias é uma área relevante para a prática clínica, como ressalta o Prof. Itiro: "um dos desafios do tratamento da esquizofrenia é a comorbidade com a dependência química, principalmente maconha e cigarro, também dificultam a recuperação e superação da doença".


Atualização do psiquiatra é fundamental


"A atualização é importante para buscar melhorar os desfechos funcionais, aumentando a chance das pessoas com esquizofrenia superarem a doença", reforça o Dr. Ary Gadelha. Entre uma das áreas inovadoras, o psiquiatra destaca "a crescente literatura sobre o manejo de desfechos mais voltados para a superação da doença e qualidade de vida".


Pensando nisso, a ABP, com a chancela da Associação Psiquiátrica da América Latina - APAL e da Associação Psiquiátrica Mundial (em inglês, WPA), oferece o III Curso de Atualização em Esquizofrenia. O evento acontecerá nos dias 23 e 24 de novembro, no Sheraton Porto Alegre - RS.


"O Curso de Esquizofrenia da ABP é organizado com o objetivo de construir pontes entre os avanços recentes da pesquisa e as necessidades dos clínicos no dia-a-dia do cuidado a pessoas" que sofrem deste transtorno, complementa o Dr. Gadelha.

O Prof. Shirakawa também comenta a importância do encontro: "além de apresentar aspectos biológicos da esquizofrenia, como a neuroimagem, a questão da cognição, o curso está voltado principalmente para a reabilitação social do transtorno, contando com especialistas da área, visando o que se chama de superação da doença".


"Eu gostaria de convidar a todos os interessados no tratamento da esquizofrenia. Fizemos uma programação pensando em unir o melhor do conhecimento ao melhor da prática. Acredito ainda que a participação do maior número de pessoas contribuirá para o engrandecimento do evento e da troca de experiências", finaliza convidando o Dr. Ary Gadelha.


Acesse a programação científica do evento e faça sua inscrição online com desconto até o dia 16/11 clicando aqui.

Associação Brasileira de Psiquiatria - ABP

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