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Orgulho de Ser Psiquiatra - Dr. Juberty Antônio (MT)


Conheça hoje a história do Dr. Juberty Antônio de Souza, que há mais de trinta anos trocou São Paulo pela cidade de Campo Grande em Mato Grosso.


Ainda na infância, diz que já sabia que faria medicina e logo no início da graduação já teve o interesse despertado pela psiquiatria. “Quando morava em São Paulo, na Vila Granada, zona leste de São Paulo, admirava-me e questionava o porquê de tantas diferenças sociais, tantas pessoas, adultos e crianças esmolando e embriagadas nas ruas. Surpreendia-me também a intensa violência aparentemente sem motivos.”


Em 1978 o psiquiatra terminou a graduação na então Universidade Estadual de Mato Grosso (atual UFMS). Fez a Residência Médica em Psiquiatria no Hospital do Juqueri, onde ainda teve aulas e orientação do Professor Anibal Silveira, “um dos últimos professores a dar importância à Psicopatologia e a necessidade de um diagnóstico correto em Psiquiatria. Certamente foi um dos grandes mestres no Brasil, nem sempre compreendido ou aceito, por causa da filosofia positivista, mas sempre respeitado e admirado,” afirma ele. A pós-graduação foi em Medicina Psicossomática, Administração Hospitalar e Epidemiologia. Posteriormente fez Mestrado em Saúde Coletiva (UFMS-FIOCRUZ), área de concentração em Epidemiologia com Alcoolismo em Populações e Doutorado em Ciências da Saúde (UFMS-UNB).


“Sempre fui um “clínico geral” da psiquiatria. Lecionei por duas décadas a disciplina de Psicopatologia na Universidade Católica Dom Bosco em Campo Grande. Trabalhei durante mais de 20 anos na Unidade Psiquiátrica da Santa Casa também em Campo Grande, a mais antiga do Brasil sem ser serviço universitário. Antes do caos instalado no Ministério da Saúde, esta unidade servia de modelo onde havia integração com serviço de emergência geral, unidades de internação, ambulatório e hospital dia, ao mesmo tempo em que se constituiu num serviço de formação de quadros das mais diversas profissões (psicologia, serviço social, terapia ocupacional entre outros).”


Atualmente Juberty Antônio é professor Adjunto na FAMED da UFMS onde leciona na disciplina de Bioética e de Psiquiatria na graduação em medicina e na residência médica em psiquiatria. O psiquiatra, também atende em clínica própria: “continuo trabalhando em consultório, onde considero que é o local em que o médico trabalha da forma como deveria e gostaria.”


Na opinião do psiquiatra entre os principais desafios da profissão estão à busca constante do respeito ao doente psiquiátrico, o reconhecimento pelas autoridades constituídas de que o doente psiquiátrico é uma pessoa e como tal deve ser considerada e tratada. Outro desafio sempre presente é a busca da diminuição na expectativa da extinção das condutas estigmatizantes que cercam e prejudicam tanto a profissão quanto o profissional e o paciente.


Sobre a ABP, Juberty é enfático em afirmar que nos 50 anos de existência, a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) sempre esteve à frente das outras instituições na defesa da especialidade e do paciente. “Foi à primeira associação a buscar publicamente a anistia, quando, quase todas as associações ficavam amedrontadas diante do então cenário político.


Os congressos da especialidade, segundo ele, sempre tiveram a característica de mesclar os conhecimentos técnicos, a conduta ética e a defesa intransigente dos pacientes e da sociedade. “Assim vimos a ABP sair de 500 associados para os mais de 6000 associados de hoje, sempre na busca da melhoria das informações e na luta pelo reconhecimento da medicina, da psiquiatria voltados ao atendimento do paciente”.

E conclui, “Em minha vida tenho alguns orgulhos como ser brasileiro, ser médico e principalmente ser psiquiatra, por se tratar de uma especialidade humanista e que trata a pessoa doente como uma pessoa, que é, e que como tal deve ser tratada”.

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