ABP defende qualidade do ensino e rigor na certificação médica durante o II Fórum de Psiquiatria do CFM

O Conselho Federal de Medicina (CFM) realizou seu II Fórum de Psiquiatria em Brasília nessa terça-feira, 16 de setembro, guiado pelo tema “A Psiquiatria e o Conteúdo Programático de sua Formação: Reflexões”. O evento reuniu especialistas online e presencialmente para debater a formação médica na área, desde a graduação até a residência e a prova de título.

A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) teve papel de destaque nas discussões sobre o assunto. Ela foi representada por seu presidente, Dr. Antônio Geraldo da Silva (foto à esquerda), que integrou a mesa de abertura, coordenou a mesa-redonda sobre o ensino na graduação e ainda expôs painel sobre conteúdo formativo.
Para ele, diante do aumento de 113% no número de especialistas no país, é essencial focar no rigor e na transparência das certificações. Para ele, diante do aumento de 113% no número de especialistas no país, é essencial focar no rigor e na transparência das certificações. “A formação psiquiátrica é um assunto que precisamos tratar muito diretamente, ainda mais depois do crescimento desenfreado das faculdades de Medicina”, destacou o presidente da ABP.

Também marcaram presença como palestrantes os médicos associados da ABP: Dra. Christina Hajaj, Dr. Emmanuel Cavalcanti, Dr. Flávio Freitas, Dr. Francisco Baptista, Dr. José Hamilton Maciel, Dr. Juberty Antônio de Souza, Dra. Lisieux Elaine Telles, Dr. Marcos Araripe, Dra. Maria Alice Scardoelli, Dr. Quirino Cordeiro (foto à direita) e Dr. Rodrigo Lancelote.

A Dra. Lisieux Elaine Telles (foto à esquerda) ainda pontuou um dos impactos do aumento na oferta das graduações médicas, já que “dentre as especialidades da Medicina, a Psiquiatria é que mais nos coloca em contato com as questões do Direito”. Afinal, é comum que psiquiatras lidem com públicos muito adoecidos e que forneçam risco para si próprios e até mesmo outras pessoas.
“Essa preocupação também se deve pela maioria dos psiquiatras estarem em formações que não são feitas pelas associações, responsáveis pelo lado científico da nossa área, e sim por empresas privadas. Isso é muito grave", completa o Dr. Antônio Geraldo.




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